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Telescola 30 anos depois

telescola anos depois

Esta semana, aconteceu algo inédito. Voltou a telescola 30 anos depois. O ensino à distância é, agora, a única solução para minimizar os estragos desde vírus que nos afastou de tudo e de todos. Os miúdos aprendem pela televisão para não perderem o ano. E tenho lido muitas coisas. De pais, de alunos e da sociedade em geral.

Cada um tem direito à sua opinião, é um facto. Mas eu estou do lado da escola e dos professores (e os meus filhos nem estão neste grupo de alunos que aprende à distância). Acho incrível o que conseguiram fazer em tão pouco tempo. Tudo para não prejudicar os alunos. Para não os obrigar a repetir o ano e a atrasar as suas vidas.

Os professores que dão a cara em direto para milhões de olhos, fazem-no pela primeira vez. Saíram da sua zona de conforto para fazer um bem público e ainda há pais que se queixam, porque o professor repete muito uma determinada palavra… ou porque não têm à vontade, ou porque as coisas não correm como um programa de televisão pensado ao pormenor e feito por profissionais, que, relembro, estes professores não são. 

Mais amor, por favor

Desculpem-me o desabafo, mas acho mesmo injusto o que se anda a dizer por aí. E, ainda, fico a pensar: será que quem critica faria melhor? Se não faria, então que guarde os seus comentários para si e deixe trabalhar quem está a fazer o melhor que pode e sabe.

Claro que há muita coisa que se pode melhorar nesta telescola 30 anos depois. Mas não exijam que um professor, que ainda há uns meses dava aulas às suas turmas de 30 alunos, seja o Globo de Ouro da apresentação televisiva.

Da minha parte, respeito e aplaudo de pé o que se está a fazer. Foi tudo organizado em tempo record. Os professores estão a adaptar-se a esta nova  realidade. E o que neste momento não precisam são de dedos acusadores e picuinhas a apontar pequenos nadas, no muito que estão a fazer.

Vamos apoiar os nossos professores, pela coragem e entrega nesta altura tão difícil para todos. Vamos mostrar o nosso respeito, assim como demonstramos aos nossos médicos, enfermeiros e a todo o pessoal da área da saúde, bem como a todas as profissões que continuam na rua para que nada nos falte. Mais amor, por favor… e já agora, um pouco mais de empatia.

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